Em empresas de linha de namoro

Escrevi esse post pendurada ao telefone tentando cancelar uma linha telefonica. O meu ódio com as empresas de telefonia não é segredo algum. Elas realmente conseguem me tirar do sério com poucas frases. A impressão que tenho é que o 'relacionamento com o cliente' é levado tão a sério por parte de algumas empresas que… Nosso programa para fazer linha do tempo online permite que você crie suas próprias linhas do tempo com facilidade. É só arrastar os objetos e eventos para a posição adequada na linha do tempo. Crie e compartilhe linhas do tempo de graça com o Lucidchart! The post Cleo cria conta em aplicativo de namoro appeared first on Instafamosos. Leia Mais A Microsoft pode ganhar uma comissão de afiliado caso você compre algo recomendado nos links desse artigo Ourivesaria em Porto: Alianças de casamento e de namoro. Guia de ourivesarias em Porto: se procura preços e ofertas das melhores alianças em prata ou ouro para o seu casamento, receba conselhos de especialistas. Nesta seção, também encontrará uma grande variedade de anéis de noivado, colares e brincos, para o grande dia. Um espaço no qual profissionais de grande trajetória esperam ... Ourivesaria em Póvoa de Varzim: Alianças de casamento e de namoro. Guia de ourivesarias em Póvoa de Varzim: se procura preços e ofertas das melhores alianças em prata ou ouro para o seu casamento, receba conselhos de especialistas. Nesta seção, também encontrará uma grande variedade de anéis de noivado, colares e brincos, para o grande dia. Um espaço no qual profissionais de grande ... Par de alianças (duas peças) totalmente 100% prata 925. DESCRIÇÃO DO PRODUTO - Alianças feitas em prata 925 - Tamanho: ajustável OCASIÃO - Namoro - Compromisso - Noivado Com essas alianças você não vai precisar se preocupar com tamanhos, elas se ajustam perfeitamente em todos os tamanhos de dedos. A nova linha de apoio a micro e pequenas empresas por causa da pandemia de covid-19, com uma dotação de 1.000 milhões de euros está disponível a partir de hoje, de acordo com um comunicado. Namoro, namoro, contas à parte. ... 'Desfasamento de horário nas empresas é para evitar aglomerações nos transportes públicos' O momento em que Djokovic atinge juiz de linha com uma bola na ... Em razão dessa linha tênue entre namoros, namoros qualificados e uniões estáveis, tem crescido, principalmente em tempos de pandemia, a busca por contratos de namoro, registrados em cartório, que evidenciem que o casal apenas namora, não se sentindo, portanto, casados. Ah, o brilho das alianças de namoro diamantadas! Essas alianças de prata 950 são perfeitas. Elas possuem o estiloso formato quadrado, o brilho do acabamento diamantado e um filete de ouro 18k polido! São alianças de namoro perfeitas para o casal que gosta

Relatos de um domingo depressivo

2020.07.05 21:54 DeepBluePacificWaves Relatos de um domingo depressivo

Hoje eu acordei como em todos os domingos. Triste, solitário e de folga. Nunca consegui entender o que acontece nesses dias. Não me sinto produtivo, embora saiba que esse é o único dia que tenho para seguir com meus projetos com calma.
Mas hj era diferente. Era o meu dia de preparar o almoço. Após uma manhã preguiçosa jogando Civilization e uma ducha banhada em silêncio, preparei pela primeira vez o meu prato favorito (strogonoff de frango com refrigerante gelado).
Quase errei a receita, que minha mãe me passou mais cedo antes de ir pra igreja, mas com sorte eu já tenho alguma experiência na cozinha pra lidar com essas coisas sem esquentar a cabeça. No final deu tudo certo, embora tivesse medo de que o molho tivesse ficado com muito gosto de tomate.
Preparei a sala de melhor forma que pude (a namorada do meu irmão iria almoçar conosco hj) e deixei o arroz e o molho prontos pra que no hora do almoço pudéssemos sentar e comer. Mas minha família, como sempre, se enrolou na saída da igreja e não me avisaram. Fiquei esperando até quase 15h00 quando todo mundo chegou pra comer.
A comida estava meio fria, mas não me importei muito. Pensei nisso como uma espécie de punição por me fazerem esperar tanto sem ao menos me avisar. Conversa aqui, papo lá e eu fiquei só escutando, como se de longe. O culto foi bem (meus pais ministraram o louvor e passaram a semana inteira treinando os "worships" da igreja), o filho do pastor (que aliás tem o mesmo apelido que eu) não quis ir pra igreja pq não achou ir nessa pandemia e ainda fez bem em criar um climão no grupo lembrando todo mundo do número se mortos e infectados. Meu pai, é claro, não gostou da atitude e acha que ele está sendo imaturo (segundo ele as pessoas precisam sair uma hora). Fico imaginando o que ele pensa de mim, que não saio desde de março, no começo da pandemia.
A conversa se desenrolou de tal modo que chegaram no assunto das "Lembranças da Feliz do Adolescente Padrão™" no acampamento da igreja. Falaram sobre as pegadinhas e as zoeiras, os namoros e as intrigas e tudo mais. Nessa parte me senti mais alienígena possível. Se antes eu não estava no clima pra um almoço de domingo, agora eu estava me culpando por não ter a vida que deveria ter tido. É até estranho pensar que o meu irmão menor se tornou tão normal. Às vezes eu percebo que ele age comigo como se eu fosse mais novo do que ele, como se ele fosse mais maturo pra idade. E embora eu saiba que já sou um adulto com as minhas responsabilidades (emprego e contas pra pagar), às vezes eu me pergunto se isso não é verdade.
Desde antes da pandemia eu sempre me fui uma pessoa muito criativa, mas muito fechada no próprio mundinho. Não é como se eu não quisesse crescer e amadurecer, ou seja, me tornar a melhor forma do que eu posso ser, mas é que muitas vezes eu me pego de volta no meu mundo de sonhos e quando eu em dou conta, já é tarde demais.
Como sempre, eu tive que ser estranho e me afastei das pessoas para tentar entender o que eu estou passando, mas não antes de me contemplar enquanto limpo o almoço de domingo. Minha mãe não achou justo, já que quem cozinha não limpa e foi me ajudar. Ela achou estranho que eu tivesse servido as pessoas e limpado a bagunça, mas eu achei que era responsável pelo almoço de hoje, então eu sinto que não fiz mais do que a minha obrigação.
Agora vou descansar e me preparar psicologicamente para amanhã, quando serei forçado (por conta de circunstâncias foras do controle de qualquer um no momento) a voltar a atender na linha da central de atendimento da minha empresa. Sei que deveria estar grato por estar trabalhando nesse momento tão complicado, mas também que não me darei bem atendendo voz (ainda mais um produto tão cheio de detalhes quanto esse que trabalho), mas quando migrei pro setor de e-mail eu tinha esperanças de que nunca mais precisasse atender um cliente em linha novamente. Mas de novo, ninguém esperava a porcaria de uma pandemia mundial, então acho que a única coisa que eu posso fazer é viver um dia de cada vez.
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2020.06.05 06:21 joaopro777 MANDA AQUELA MENSAGEM DIRETA SEM ENROLAR! A VERDADE DÓI

Já postei algo aqui e acabei voltando... as coisas surgem e desaparecem e nem percebemos o que estamos nos tornando. Se você não tirar três minutos para ler esse texto vaza agora porque vai ficar estranho...
Tudo começou quando tinha dezessete pra dezoito, já namorava aquela mina desde o tempo de escola e acabei descobrindo uma traição meio nada haver mas sempre confiei na minha intuição, perdoei, voltamos, terminamos, voltamos, enfim, aquele lopping infinito que adolescentes passam e só entendem quando são adultos, calma você que ler entenderá tudo...
Na época eu tinha dezoito anos, descobrindo que pra eu ser alguém eu tinha que levantar e caminhar com minhas próprias pernas, sempre será ralado pra todos aqueles que não tem empurrão da família, comecei a trabalhar na empresa onde o pai da minha namorada (a mesma da traição) supervisionava. Afinidade com os pais a mil, já que faziam anos de namoro, eu era o genro perfeito, futuro papai e traria felicidade pra todos.. tentei dar o meu melhor na época eu lembro que nunca reclamava nem quando ia de bicicleta pra escola aos quinze anos, nem quando a corrente caia, nem quando tive que juntar pra comprar meu primeiro carro aos vinte e dois anos, enfim. Depois de descobrir essa traição e por ela ser meu primeiro amor algo se transformou em mim, de amor à ficção de relacionamentos, comecei a entender o real sentido do amor e antes que termine o texto já aviso, ele não existe, sinto muito mas é real.
Lembro de ter batalhado pelo primeiro concurso que passei, da primeira facul que fiz e entrei, lembro de ter ela ali ao meu lado sempre me perdoando já que eu não era a mesma pessoa depois que descobri a traição, comecei a fazer tudo ao contrário e cheguei até namorar outra menina na época que era a melhor amiga dela... tudo começa a ficar interessante quando eu decido reatar mesmo nunca tendo perdoado aquele ocorrido, mesmo sabendo do perigo que haveria se acontecesse de novo, sempre fiquei com a pulga atrás da orelha, mulheres são muito previsíveis e a intuição de alguém atentado capta tudo com uma mente brilhante... seguindo esse percurso já me vi pai de uma menina com “the love of my live” mas uma filha não era suficiente para eu sentir o perdão na alma, eu amava cada dia que passava e via minha filha crescer porque até hoje todo amor pra ela, mas na época lembro que aquilo não me deixava focado no relacionamento e o que qualquer idiota estúpido faz quando se está magoado?! Mais merda, comecei a sair e não voltar pra dormir em casa, fiquei com tantas quanto consegui, vivi o submundo das drogas e me adentrei fundo em uma realidade que divergia profundamente em quem eu era na adolescência..
Não obstante a ser diferente acreditava que nunca mais seria feliz novamente, não por causa da traição eu nem lembrava mas tão forte desse fato, o que doía era saber que estava com alguém que foi capaz de fazer aquilo quando dei todo o amor que tinha em meu peito, veio o segundo filho e nesse meio tempo só pensava em trabalhar para manter tudo em ordem, larguei a faculdade, pedi exoneração de um concurso público, vendi um transporte e abri minha primeira empresa, afinal eu era o homem da casa e você não pensa em desistir quando se tem filhos e obrigações, lembro que nesse tempo estava tão focado que todos os problemas ficaram pequenos, consegui trocar de carro duas vezes no mesmo ano, era dois mil e dezoito e realizei o desejo que sempre tive de viajar de avião, gastei o dinheiro que ganhava na empresa, me capacitando cada vez mais, investindo em conhecimento e então veio o primeiro boom quando tudo estava “encaminhado”, percebi que tudo era uma ilusão, minha mulher já não estava mais ali comigo, eu estava sozinho mantendo uma empresa que já quase completando seu primeiro ano não iria bem, fiquei tão atarefado na época que trabalhava dezesseis horas por dia e quando chegava em casa era o pior marido do mundo, não por escolha mas chegar cansado do trabalho que você já não aguentava mais e ouvir reclamações da sua esposa enquanto tenta dar o seu melhor o tempo todo dói na alma.
O silêncio era minha resposta, voltei ao submundo das drogas, dessa vez com coisas mais pesadas, (edit: entenda como quiser mas nunca ultrapassei o limite tanto em minha vida) vivi o período do ano com o pensamento na cabeça que estava vivendo em uma matrix e não importava as escolhas que fizesse sempre seria uma ilusão pensar que as coisas se e encaixariam já que quando dei todo o meu amor, fui traído, mesmo sendo adolescente isso marcou e essa dor ecoou até o ponto de terminamos, o que tudo indica permanentemente, na mesma época, fui diagnosticado com Bipolaridade por um Pseudo psiquiatra com somente dez minutos de conversa, minha família inteira me olhou com aquele olhar de pena, pra completar, acabei sendo julgado por ter pedido exoneração do Concurso público, ter desistido da faculdade e ter quebrado a empresa, sinto que eu trouxe essa realidade pra mim de uma forma que não sei explicar, como se não tivesse escolha (think the outside box) as coisas iam acontecendo muito rápido..
Hoje, dois filhos, ela, já está com outro, eu, pago pensão e tive que me desfazer de tudo, de cada centavo e me restou dívidas financeiras, restou os olhares de julgamento da minha família por não entender nada e apontarem o dedo pra mim como Bipolar e depressivo. Carrego culpa e convicções que me tornaram a ser quem eu sou hoje.
Consigo enxergar com clareza que existe uma linha tênue entre a realidade e a ficção de ser feliz e triste, de ter sucesso na vida ou ser fracassado. Mas aos vinte e cinco anos (faço vinte e seis dia treze desse mês) minha maior convicção é a minha dor, ela é meu navio e minha bússola é meu desejo de ser “o cara” novamente no futuro, com novas metas e novas conquistas pra alcançar... hoje estou com o “freio de mão puxado” mas quando fecho os olhos consigo sentir até o cheiro do meu próximo carro, da minha casa na praia, mas quando abro os olhos a realidade dói porque surge um pensamento e um questionamento: será que sempre tive tudo e meu dom era reclamar do que já tinha ou será que tudo o que deixei pra traz foi necessário para encontrar alguém que no momento certo e na minha melhor fase fará toda a diferença?
Penso, logo existo. (Amo filosofia)
O que vocês acharam? Fariam do mesmo jeito? Alguém já passou por algo parecido? Escrevam o que quiserem mas não aceito ouvir nada além da verdade das suas almas. Perdoem os erros e a falta de clareza, afinal estou deitado na minha cama e pensando várias coisas ao mesmo tempo enquanto escrevo.
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2020.04.22 15:59 Dell_Abrin A polarização vai ser (ou já é) a nossa desgraça

WALL OF TEXT AHEAD
Vou tentar ser o mais sensato possível nesse post, por isso randomizei os argumentos que construí e a ordem que cito os fatos pra não ter problemas de maior visibilidade de uns ou outros, vai ser longo, tem TL;DR no fim pra quem quiser, vamos lá:
Bom dia a todos,
Não precisa ser um gênio pra ver que a polarização só aumenta e está tendo efeitos muito sérios na sociedade. O "nós contra eles" fica cada dia mais forte e é cada vez mais o modus operandi das pessoas. Isso não começou agora, vem se arrastando desde tempos pra cá, e pode ser visto nesses vários exemplos, de vários momentos dessa linha do tempo, randomizados:

- Verdevaldo foi convocado e desconvocado pra depor no mesmo dia , o deputado que convocou deu um 180º fodido na própria proposta ao ver que a oposição apoiou e não apresentou nenhuma ressalva. O "nós contra eles" aqui é mto forte, o simples fato dos seus oponentes políticos também almejarem algo é suficiente pro abandono completo de uma proposta. Sem nenhuma análise sobre a validade da questão, nada, se eles querem, eu não quero.
- A polarização do corona , esse é o exemplo mais escancarado e atual. Todos tem interesse em como lidar com o corona, é um problema grande, ambrangente e complexo. Eu vejo que muitos não tem a disposição de argumentar sobre o que é melhor ou pior a ser feito, apenas em defender as suas (ou do seu idolo) ideias de ataque e atacar as ideias dos opositores. Isso sem contar que muitas vezes as ideias não nascem das próprias pessoas, são na realidade um relay de algum político/ideologia, sem pensamento crítico e nem mesmo alguma análise se aquilo se aplica a própria vida da pessoa e da sociedade. Nem vou falar muito sobre isso pq é fkin óbivo.
- Esse post, feito neste sub e no outro, onde uma agressão acontece, em um suposto protesto, um ato repudiável por qualquer ser humano que deseja viver em sociedade. Não demorou pra aparecer gente defendendo essa ou aquela ideologia/político e etc, nos dois subs. Exemplo fodido de que tem algo profundamente errado.
- O reaquecimento da discussão do Homeschooling , a qual já tinha sido polarizada antes, com pouco foco na discussão sobre o mérito da qualidade do ensino e a experiência que a criança/adolescente teria (o que deveria ser o principal a ser discutido, afinal estamos falando de ensino), mas nas implicações políticas do fato. Lamentavelmente, cada vez mais a discussão profunda, complexa e muito importante vem se tornando um "nós contra eles".
Em resumo, hoje em dia a importância das discussões corre atrás dos rótulos políticos envolvidos, e menos das questões em si, suas implicações práticas e qual é o melhor resultado pra sociedade. Isso vem entrelaçado com os políticos da cena atual, e suas cores. A idolatria a personagens dessa cena é peça chave, e talvez a mais importante, desse tabuleiro. Leia-se aqui TEM GENTE IDOLATRANDO POLÍTICO E SEGUINDO IDEOLOGIA IGUAL RELIGIÃO.
Pouco se ouve alguem dizer "eu não tenho a resposta pra isso", "eu não sei se é tão simples assim", "preciso pensar melhor sobre isso", as pessoas tendem a pegar a resposta pronta praquilo na database de sua ideologia/político de estimação e jogam na conversa. Sem pensamento crítico, sem análise, nada. Triste demais.
********* TRANSIÇÃO DE FATOS PARA ---> OPINIÕES DO AUTOR ********\*
Eu não deveria lembrar ninguém disso, deveria ser o padrão, estar tatuado na mente de todos, mas vamos lá:
POLITICOS NÃO DEVEM SER IDOLATRADOS JAMAIS. Independente da esfera ser municipal, estadual, federal, independente de quem está no poder, independente dos problemas que enfrentamos, independente de tudo.
Se vc acha que um político fez algo bom e que merece reconhecimento, vai uma frase aí bem conhecida, "não fez mais que a obrigação". O salário no Executivo, Legislativo e Judiciário já é muito maior que a média, cheio de regalias que a maioria aqui jamais vai ter, com assessoria pra tudo. Quem paga por tudo isso somos eu e vc, a nossa função é de cobrar sempre, e escolher pensando no nosso próprio bem e da sociedade que queremos ver. Eu nem preciso citar a corrupção sistêmica por trás disso tudo.
Nós vamos ruir como sociedade se isso continuar assim. Não tem como manter uma soceidade segura, próspera e avançando se tudo depender de rótulos que colocam em vc por causa do voto que vc exerce no jogo democrático. Teve brigas de família, teve término de namoro, sociedade acabada em empresa, teve um monte de merda espalhada por aí sem a menor justificativa.
É incrivel cara, surreal pensar que perguntar pra alguém sobre como a pessoa se posiciona em um debate sobre:
ESCOLHA APENAS UM: aborto ou economia ou estado ou armas ou o cacete...
... é suficiente pra rotular ela e, ousadamente, prever como é a opinião dela em todos os outros assuntos.
É como se agente tivesse ignorado a capacidade das pessoas pensarem separadamente sobre cada assunto desses, e automaticamente metesse uma camisa de time nela por causa que ela falou 1% do que pensa sobre o mundo.
Antes que venham me chamar de "ain, isentão, comunista, gado, bolsonarista, fascista, nazista etc etc", deixo aqui outra epifania pra vcs:
É possível sim alguém pensar sobre as grandes questões da sociedade de maneira isolada. Eu posso sim ter uma opinião sobre os 4 assuntos acima, bem formulada e embasada, que não me coloca em nenhum time. É possivel sim eu não me identificar com nenhum político, mas ainda defender meus interesses e crenças através do voto, afinal, temos que escolher vários representantes em 3 esferas e 3 poderes.
Garanto que vai ter gente me rotulando e xingando nos comentários, atribuindo que sou isso ou aquilo. Pra vcs, desejo-lhes boas vindas ao mundo real, onde tudo é difícil e complexo, e o buraco sempre é mais embaixo.
TL;DR: A polarização só aumenta, de várias maneiras, e isso é muito pergioso pra integridade da sociedade como conhecemos. Acredito que isso é um efeito da idolatria que umas pessoas atribuem a outras, leia-se fanatismo político. Acredito tmb que isso é errado, e que não deveria existir esse tipo de comportamento.
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2020.01.11 01:46 fobygrassman ASHLEY MADISON DE GRAÇA

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quais mÉtodos/opÇÕes de pagamento o ashley madison aceita? Cartão de crédito, débito direto, paypal, neteller, boleto, transferência bancária
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2019.01.29 22:38 guizocaa Gostaria de contar pra vocês a história do meu último namoro

Tudo começa em uma sexta em que eu combinei com um amigo da faculdade (ambos formados já) para fazer alguma coisa. Ele me diz que uns amigos dele haviam o chamado para fazer algo também se eu não gostaria de me juntar a eles. Na verdade eu não queria. Estava prestes a inventar uma desculpa pra não ir, mas acabei mudando de ideia por estar entediado em casa.
Chego lá antes e o encontro. Depois chega um outro amigo dele e, mais tarde, duas amigas. São duas irmãs. Ficam dois núcleos de conversa: o primeiro entre mim, meu amigo e a Rafa e o outro entre a irmã dela e a irmã. Eu a achei muito mala, além de que tivemos umas discussões mais incisivas para pessoas que haviam acabado de se conhecer.
Gostei dela.
Depois esse meu amigo me diz que elas gostavam de board games, então combinamos um tempo depois de jogar Catan na casa dele. Também me falou que elas são da igreja dele (Presbiteriana) e também moram no mesmo condomínio. No fim da noite da jogatina tive a oportunidade de pegar o whatsapp dela. A parte mais interessante é que elas tinham que ir embora porque era meia-noite, uma regra dos pais. O mais interessante ainda é que uma tem 31 anos e a outra 30.
Começo a falar com a Rafa e a chamo para sair. Recebo um belo 'não'. Ela diz que prefere ficar solteira e que eu não seria alguém que os pais dela aprovaria (Isso em junho do ano passado).
O ponto é que eu tenho 27 anos e fui criado em uma igreja Presbiteriana Independente, mas havia deixado de frequentar há muito tempo por algumas razões, sendo a principal dela a pouca fé (ou alguma fé).
Ao invés de seguir o jogo, ela demonstrou interesse na minha amizade e continuávamos nos falando constantemente. Ficamos bastante amigos.
Outro ponto relevante de levantar é que sou uma pessoa desleixada e preguiçosa e estava em um período ocioso, além de fora de forma. Apesar de formado em direito, eu nunca fui exercer porque no fim do curso eu já odiava e trabalhava na empresa do meu pai e do meu irmão de semijoias que ainda era nova (ainda é, mas crescemos bem).
Meu interesse por ela me incentivou a levar as coisas mais a sério. Voltei a treinar jiu jitsu, boxe e tomar um rumo da vida de vez. E fui crescendo enquanto ela foi se interessando mais por mim aos poucos. Mas a gente 'brigava' porque eu sempre queria mais que amizade e ela batia na tecla de ser solteira e dos pais e, quanto mais o tempo passava, mais os pais que eram citados mesmo. Já teve várias complicações no passado por namorados desaprovados.
Esse meu amigo vivia me chamando pra voltar pra igreja e acabei aceitando, sendo que ela também foi um incentivo. Acabei me dando bem por lá e isso me deixou feliz.
Teve o aniversário dela no fim de agosto e depois fomos para minha casa passar um tempo com uns amigos juntos. Entreguei o presente dela e foi a situação perfeita para o primeiro beijo nosso, mas acabou não rolando.
Na semana seguinte, combinei com o outro amigo que também conheci naquela sexta para ir ao culto de jovens no sábado. Duas horas antes ele disse que não podia ir. Comentei com ela que iria sozinho e ela acabou dizendo que ia comigo. Depois fomos comer comida japonesa (ela ama) e ali nos beijamos pela primeira vez .
Mas é claro que ainda tinha um problema: os pais. Na verdade, quando eu digo pais significa a mãe. O pai dela é meio indiferente, pois ele se importa mais em não ser incomodado. Aliás, ele é um pastor pentecostal. A mãe frequenta a Universal, é uma pessoa extremamente desequilibrada (óbvio que partindo de mim é uma posição bastante enviesada). Ultra controladora e briguenta. Os pontos que a Rafa citava que faria a mãe ser contra: eu não ter maturidade espiritual, a diferença de idade e a questão profissional, considerando que eu ainda estava retomando meu rumo.
Combinamos em uma segunda de eu ir jantar na casa dela e fui apresentado como um amigo que estava querendo a conhecer (mancada nossa ter mentido) e ela percebeu que já éramos mais que amigos, então as duas brigaram depois que fui embora (ainda dei um chocolate para a mulher).
Nós discutimos a situação e decidimos que tentaríamos ficar juntos. No domingo dia 23 de setembro, eu finalmente a pedi em namoro. Até comprei uma bonita aliança.
Como a mãe era contra, para fazer a Rafaela terminar comigo ela a proibiu de usar a máquina de lavar roupa da casa e as panelas, forçando-a a lavar nas mãos suas roupas e ter que se virar pra fazer comida.
Isso me fez pensar em terminar com ela, porque não queria que ela passasse por isso por minha causa. No sábado seguinte nós fomos ao shopping e depois comer comida japonesa no mesmo lugar.
Naquela semana, recebo mensagem no whatsapp do Pastor Joézer, que era da igreja em que eu fui criado. Óbvio que fiquei surpreso, mas sabia de alguma forma que a mãe tinha algo a ver com isso. Ele pergunta se pode me ligar, o que me estranhar mais ainda. Pois bem, ela achou o número dele e começou a falar de mim e que era contra o namoro, gritava no telefone. Não sei ao certo que ela queria com isso, se esperava descobrir algo ruim sobre mim. Ele só falou bem de mim e avisou que o comportamento dela era de alguém com uma patologia mesmo. Era uma pessoa doente.
No domingo, chamei-a para almoçar com minha família e ela aceitou. Chegando na escola dominical de manhã, ela me mandou uma mensagem dizendo que não ia poder ir mais. Sim, ela terminou comigo naquele dia. A pressão da mãe funcionou (ela ameaçou contar para os pastores da igreja coisas sobre os namoros passados dela).
Nunca senti tanto ódio na minha vida quanto eu senti por essa mulher. Duas semanas depois, por sentir muita falta um do outro, decidimos nos encontrar. Passamos uma tarde juntos e eu tinha um casamento de um amigo que não deu pra ela ir (ela é engenheira civil e dá aula à noite). Nós discutimos se voltaríamos ou não o namoro. Naquele sábado, combinamos de jogar Catan na casa daquele meu primeiro amigo e tenho a péssima ideia de nos encontrarmos uma hora antes pra passarmos um tempo juntos. Eu a encontro em uma rua perpendicular à rua do meu amigo que tem uma mesa e banquinho. Ela está muito tensa porque percebeu que a mãe suspeita de algo. Nós discutimos mas logo nos entendemos. Tempo depois, surge o carro da irmã na rua e a mãe no banco de passageiro. Ficamos nos encarando por segundos que pareciam horas. Ela manda a Rafa entrar no carro e começa a discutir comigo, dizendo que eu tornei a filha dela uma pessoa rebelde, que ela era obediente e que foi o diabo que me colocou na vida da filha dela. Logo gritava "PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA! PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA!" (já entro no ponto do motivo).
Depois daquele dia (foi um sábado acho que 13 de outubro), ela foi proibida de falar comigo ou seria expulsa de casa. No dia seguinte, a mãe tomou o celular dela e só devolveu na segunda porque ela usa pra trabalho.
Depois disso, foram tempos estranhos. Principalmente por frequentarmos a mesma igreja, termos os mesmos amigos lá e moramos 7min um do outro. E a irmã dela fica de olho se ela não fala comigo, além de me odiar por causas das brigas que aconteceram na casa em função do nosso namoro.
É uma situação muito estranha, ainda mais porque eu amava ela (ainda amo).
Existem muitas situações e detalhes que deixei de fora por questão de exposição e que este texto já ficou muito grande.
Ah, sobre os presbiterianos independente. Há uns 30 anos, o marido dela era pastor de uma presbiteriana independente. Ele passou para uma linha mais pentecostal e começou a pregar por lá questões que saiam da doutrina presbiteriana e isso dividiu a igreja. Inevitavelmente, ele foi convidado a se retirar. O ponto é que ele vivia na casa pastoral e, como não era mais pastor, teve que se retirar de lá também, mesmo tendo duas filhas pequenas (a rafa tinha um pouco mais de um ano e a outra era bebê). Isso criou um trauma neles que nunca se recuperaram. E onde que eu entro nessa história? Bom, havia várias pessoas da família do meu pai que frequentavam aquela igreja, sendo que um tio do meu pai era presbítero (pra quem não sabe, pense no presbítero como o poder legislativo da igreja e que o pai da rafa sofreu um impeachmeant). Esse tio é um baita traste, por sinal. Eu imagino o impacto que teve pra mãe da Rafa quando soube meu sobrenome.
Outro ponto que odeio é o fato de que ainda tinha que ouvir a música "dona Maria deixa eu namorar a sua filha..." (sim, a mãe tem Maria no primeiro nome).
Bom, quem sabe no dia em que ela se mudar. Por ora, não fazemos parte da vida um do outro. Ela sempre fica tensa quando me encontra por medo da irmã achar que está rolando algo. Domingo passado mesmo ela me cumprimentou e correu. É bem ruim achar que encontrou a pessoa que vai querer passar sua vida junto e esse tipo de coisa acontecer.
O certo era eu revisar esse texto mas cansei já.
Respondo (quase) qualquer pergunta sobre isso.
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2018.01.13 02:52 lucius1309 Estrelas

Eu tô ficando velho, caralho. E isso não é papo de adolescente que se sente super maduro, ou de pseudo adulto que se acha super responsável por pagar meia dúzia de boletos, ou se acha caseiro por ficar assistindo Netflix em casa ao invés de ir pra balada. Não é isso.
Eu tô hoje com meus 27 anos, é uma idade icônica, vários famosos do mundo da música morreram nessa idade, eu achava que ia morrer também, mas então resolvi parar de pegar REALMENTE pesado com a minha vida, e tendo isso em vista, a não ser que eu seja atropelado por um caminhão ou um ônibus, ou que leve um tiro numa tentativa de assalto, ou caia da varanda do décimo terceiro andar de um prédio, a não ser que essas coisinhas aconteçam, eu vou viver mais um ano. E talvez mais dez, ou mais cinquenta. Não sei. E não acho ruim.
Não me acho necessariamente velho no RG, acho que tô numa idade bacana, até porque dizem que o auge do homem é entre os 30-40 anos, se for pensar assim eu ainda nem cheguei no auge, mas sei lá, eu me sinto cansado. Tipo, mentalmente cansado. Parece que todos meus problemas foram acumulando da infância pra cá e agora eu tô com esse monte de troço pra resolver, e só agora com 27 que peguei pra começar a resolver. Mas é que nem jogar tetris já com o muro lá no alto: cê resolve uma linha, mas tem uma par ainda pra limpar, e os blocos continuam caindo sem parar, e tudo vai se acumulando, aí vem o desespero e eu começo a ficar ansioso e quando vou ver PLAU, não tenho vontade de fazer mais nada. Nessas horas que tenho que me policiar ainda mais pra respirar fundo e voltar a resolver coisa por coisa com calma.
Sei lá, eu vivi tanta merda nesses 27 anos que parece que não construí nada. Teve namoro, casamento, divórcio, várias mulheres que ficaram 3 meses ao meu lado e caíram fora quando viram o tamanho do B.O., vários empregos em várias empresas e nenhum dando certo, tretas familiares de monte, amigos que sumiram e outros que duraram só uma noite mesmo, amigos que suportaram várias merdas e ainda tão do meu lado, vibe saudável de correr 12km por dia e comer salada em todas as refeições, vibe fudida de cachaça e balada 24h/7 dias por semana, foram muitas fases. Eu me reinventei trocentas vezes, tive quatro personalidades e mais várias outras máscaras, me perdi mil vezes e me achei outras cem, mas no fim das contas tô aqui, vivo.
Hoje me olho no espelho e vejo que estou ficando careca e barrigudo. Os poucos cabelos que estão restando na cabeça, estão ficando brancos. Meu rosto está um caco por causa das noitadas de farra em que eu não dormia. Na hora a gente acha que não vai dar nada, que vai ter sempre 18 anos, mas os anos passam e a vida cobra. Hoje me olho no espelho e me vejo fisicamente em decadência. Mas não abaixo a cabeça ainda. Querendo ou não eu tô numa idade boa, tenho tempo pra caralho pela frente, posso ainda fazer várias coisas. Nunca é tarde pra querer dar a volta por cima, e, porque não, querer se reinventar pela milésima vez. Porque bom, eu sei que jogar tudo pro alto não vai resolver porra nenhuma. Desistir eu já desisti outras vezes e tive só derrotas como consequências. Então, de duas uma: ou eu aprendo a lidar com a minha idade avançando, ou eu fico infeliz e foda-se.
Outro dia eu olhei pro céu, era noite. Tinham várias estrelas brilhando, algumas com um brilho mais intenso, mais dedicadas, mais radiantes, e elas pareciam estar interligadas numa sintonia perfeita. Outras já se apagando como se estivessem morrendo, como se estivessem ali por pura obrigação do tipo "Beleza, eu tô aqui mas não quero estar aqui.", como se não houvesse ritmo ou clima para a existência delas. Adivinha quais delas me fascinou mais? Exatamente isso, garoto esperto. Eu não quero ser uma estrela apagada, muito menos decadente. Eu quero emitir luz, quero ter uma aura, uma vida, quero ser motivação pra quem tá querendo desistir, pra quem tá no buraco em que eu já estive. Outro dia ouvi um amigo dizer que chegar no fundo do poço é suave, dá pra chegar lá e ficar de boa, curtir mesmo o buraco, o problema é quando cê joga terra em cima. Aí meu amigo, fudeu. Fudeu porque com a terra em cima, você não consegue enxergar as estrelas. E sem as estrelas, nada te motiva a querer sair do fundo do poço. Sei que cada um tem a sua história, mas nossos sofrimentos se assemelham nos motivos em pelo menos 90% das vezes. E nesse dia, olhando pro céu eu pensei nisso. E me senti orgulhoso e feliz por estar chegando aos 28 ainda com ânimo, motivado e disposto a acordar cedo com um sorriso no rosto pra dar "Bom dia" pras pessoas que estão a minha volta. Mesmo que muitos dias falte gás, ao menos eu tô tentando, porra. E não deixar de tentar é o básico para conquistar as coisas.
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2017.12.30 02:55 lucius1309 Estrelas

Eu tô ficando velho, caralho. E isso não é papo de adolescente que se sente super maduro, ou de pseudo adulto que se acha super responsável por pagar meia dúzia de boletos, ou se acha caseiro por ficar assistindo Netflix em casa ao invés de ir pra balada. Não é isso.
Eu tô hoje com meus 27 anos, é uma idade icônica, vários famosos do mundo da música morreram nessa idade, eu achava que ia morrer também, mas então resolvi parar de pegar REALMENTE pesado com a minha vida, e tendo isso em vista, a não ser que eu seja atropelado por um caminhão ou um ônibus, ou que leve um tiro numa tentativa de assalto, ou caia da varanda do décimo terceiro andar de um prédio, a não ser que essas coisinhas aconteçam, eu vou viver mais um ano. E talvez mais dez, ou mais cinquenta. Não sei. E não acho ruim.
Não me acho necessariamente velho no RG, acho que tô numa idade bacana, até porque dizem que o auge do homem é entre os 30-40 anos, se for pensar assim eu ainda nem cheguei no auge, mas sei lá, eu me sinto cansado. Tipo, mentalmente cansado. Parece que todos meus problemas foram acumulando da infância pra cá e agora eu tô com esse monte de troço pra resolver, e só agora com 27 que peguei pra começar a resolver. Mas é que nem jogar tetris já com o muro lá no alto: cê resolve uma linha, mas tem uma par ainda pra limpar, e os blocos continuam caindo sem parar, e tudo vai se acumulando, aí vem o desespero e eu começo a ficar ansioso e quando vou ver PLAU, não tenho vontade de fazer mais nada. Nessas horas que tenho que me policiar ainda mais pra respirar fundo e voltar a resolver coisa por coisa com calma.
Sei lá, eu vivi tanta merda nesses 27 anos que parece que não construí nada. Teve namoro, casamento, divórcio, várias mulheres que ficaram 3 meses ao meu lado e caíram fora quando viram o tamanho do B.O., vários empregos em várias empresas e nenhum dando certo, tretas familiares de monte, amigos que sumiram e outros que duraram só uma noite mesmo, amigos que suportaram várias merdas e ainda tão do meu lado, vibe saudável de correr 12km por dia e comer salada em todas as refeições, vibe fudida de cachaça e balada 24h/7 dias por semana, foram muitas fases. Eu me reinventei trocentas vezes, tive quatro personalidades e mais várias outras máscaras, me perdi mil vezes e me achei outras cem, mas no fim das contas tô aqui, vivo.
Hoje me olho no espelho e vejo que estou ficando careca e barrigudo. Os poucos cabelos que estão restando na cabeça, estão ficando brancos. Meu rosto está um caco por causa das noitadas de farra em que eu não dormia. Na hora a gente acha que não vai dar nada, que vai ter sempre 18 anos, mas os anos passam e a vida cobra. Hoje me olho no espelho e me vejo fisicamente em decadência. Mas não abaixo a cabeça ainda. Querendo ou não eu tô numa idade boa, tenho tempo pra caralho pela frente, posso ainda fazer várias coisas. Nunca é tarde pra querer dar a volta por cima, e, porque não, querer se reinventar pela milésima vez. Porque bom, eu sei que jogar tudo pro alto não vai resolver porra nenhuma. Desistir eu já desisti outras vezes e tive só derrotas como consequências. Então, de duas uma: ou eu aprendo a lidar com a minha idade avançando, ou eu fico infeliz e foda-se.
Outro dia eu olhei pro céu, era noite. Tinham várias estrelas brilhando, algumas com um brilho mais intenso, mais dedicadas, mais radiantes, e elas pareciam estar interligadas numa sintonia perfeita. Outras já se apagando como se estivessem morrendo, como se estivessem ali por pura obrigação do tipo "Beleza, eu tô aqui mas não quero estar aqui.", como se não houvesse ritmo ou clima para a existência delas. Adivinha quais delas me fascinou mais? Exatamente isso, garoto esperto. Eu não quero ser uma estrela apagada, muito menos decadente. Eu quero emitir luz, quero ter uma aura, uma vida, quero ser motivação pra quem tá querendo desistir, pra quem tá no buraco em que eu já estive. Outro dia ouvi um amigo dizer que chegar no fundo do poço é suave, dá pra chegar lá e ficar de boa, curtir mesmo o buraco, o problema é quando cê joga terra em cima. Aí meu amigo, fudeu. Fudeu porque com a terra em cima, você não consegue enxergar as estrelas. E sem as estrelas, nada te motiva a querer sair do fundo do poço. Sei que cada um tem a sua história, mas nossos sofrimentos se assemelham nos motivos em pelo menos 90% das vezes. E nesse dia, olhando pro céu eu pensei nisso. E me senti orgulhoso e feliz por estar chegando aos 28 ainda com ânimo, motivado e disposto a acordar cedo com um sorriso no rosto pra dar "Bom dia" pras pessoas que estão a minha volta. Mesmo que muitos dias falte gás, ao menos eu tô tentando, porra. E não deixar de tentar é o básico para conquistar as coisas.
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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